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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

A corda de prata

Numa manhã clara, Buda passeava-se nos céus, à beira do lago da Flor de lótus, e me­ditava sob a morna carícia do sol. Ao de­bruçar-se sobre a água do lago, avistou nas profundezas borbulhantes de Nakara (o in­ferno) um homem que se debatia furiosa­mente, e parecia chamar por socorro. Buda reconheceu-o imediatamente. Era um ho­mem chamado Kantuka, um ladrão, um de­bochado, um assassino abominável que ele tinha encontrado na sua passagem terrestre. Buda é a infinita compaixão. Lembrou-se que uma vez na vida, este Kantuka tinha ma­nifestado um pouco de bondade. Uma gran­de aranha tinha pousado na sua sandália; em vez de a esmagar, ele tinha-a poupado e se­guido o seu caminho.

Vou ajudá-lo, pensou Buda, por esse gesto de compaixão. Quem sabe, talvez ainda haja uma réstia de generosidade neste infeliz. Agarrou então num fio de teia de aranha e fê-lo descer no lago em direcção a Kantuka. O fio transformou-se numa corda de prata, e o bandido agarrou-se solidamente a ela. Começou a subir. A ascensão era difícil. Kantuka empregava todas as suas forças. Agarrava-se com as mãos, os joelhos, os pés, suando e arfando. Em breve avistou uma nesga de céu azul acima da cabeça. Redobra­va de esforços, quando deitou uma olhadela para o fundo. Horror! Uma dezena dos seus antigos companheiros agarravam-se à corda de prata e esforçavam-se por sua vez a tentar subir.

Esta corda é capaz de não ser suficiente­mente forte para nos aguentar a todos, pen­sou Kantuka. Lembrou-se então que tinha guardado num bolso secreto a sua faca de assassino. "Vou cortar esta corda, pensou, e desembaraçar-me deles." Mal tinha formula­do este pensamento quando a corda de prata se partiu acima dele, e voltou a cair para sempre nos Infernos.


publicado por Yoga Leiria às 17:49

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